Aldeia da Paradinha

Arouca, Alvarenga, 4540 - 061
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A Paradinha, diminutivo de Parada , forma antiga deste topónimo (séc . X ), depois posto no diminutivo para distinção de outras Paradas vizinhas ( de “ parada “, tributo do jantar episcopal, aqui remotíssimo, para cima de milénio ), é uma aldeia rural remota longe da agitação das nossas cidades, onde se pode encontrar o ar puro, a tranquilidade e a vida simples de séculos passados . Situada num pequeno vale à beira rio ( Paiva ), o rio menos poluído de Portugal e um dos menos poluídos da Europa, a Paradinha é um sítio da freguesia de Alvarenga, concelho de Arouca, distrito de Aveiro .

Esta aldeia tem a particularidade de ter sido atravessada por gentes que trabalhavam na exploração do volfrâmio por Ingleses e Alemães, provenientes de todo o país e ser constituída ao longo dos séculos por gente há muito separada da civilização, ou seja, entregues à pobreza do amanho da terra, que faziam de sol a sol . Viviam também do gado arouquês e pastorícia, do mel ( cerca de 800 cortiços e colmeias ), da cera ( havia um cerieiro que fabricava velas, etc. ), da pesca no rio ( trutas, barbos, bogas, etc. ), da caça ( coelhos, lebres, perdizes, javalis, etc. ) . Tinham ainda os seus moinhos no rio e nos ribeiros para moer os cereais, a sua azenha comunitária para o fabrico do azeite e cada casa o seu lagar para o vinho . Apenas se abasteciam a partir do almocreve, nas feiras ou nas lojas da sede da freguesia de sal, açúcar, arroz, massas, bacalhau, sardinhas e fósforos ( às vezes a Ti Maria dava uma brasinha para acender o lume da vizinha ), tudo isto por troca de peles, azeite, mel, velas, cereais e / ou alguns tostões .

A principal razão da reconstrução desta típica aldeia passa pelo facto de há muito que os seus habitantes partiram em busca de melhores condições de vida, deixando desta forma a sua terra natal, que ao longo dos séculos, laboriosamente a foram construindo .

Assim, várias pessoas tem vindo a adquirir as casas da aldeia com o intuito de devolver os seus ancestrais usos e costumes, tornando-a habitável . A recuperação exterior das casas respeita a traça arquitectónica e os materiais originais - xisto, madeira e a lousa - tendo-se adaptado os interiores à funcionalidade e conforto dos nossos dias . A aldeia está dotada de infra-estruturas básicas, tais como acesso viário, ruas interiores calcetadas, abastecimento de água, drenagem de esgotos, rede de electricidade e telefones .

A Paradinha está rodeada por montes arborizados com espécies autóctenes ( carqueja, queiró ou urze, rosmaninho, giestas, matos, medronheiros, salgueiros, amieiros, carvalhos, castanheiros, sobreiros, etc. ) e é banhada ao longo de 2,5 km pelo rio Paiva , tendo próximo o afluente deste, o Rio Paivó . Nela se destacam dezenas de nascentes, presas e presêlos, cachoeiras, corgas e ribeiros, moinhos e açudes, percursos pedonais, socalcos em xisto e um vasto pulmão florestal , que importa preservar e, se possível, revitalizar .

Sem esquecer, é claro, a produção da melhor carne de raça arouquesa servida em qualquer restaurante ou simples café, a qualquer hora do dia, principalmente em Vitela Assada e em Bife à Alvarenga .

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